A comunicação é um ato de amor!
A
linguagem é a comunicação por fala ou símbolos. Sabemos que a
comunicação é imprescindível ao ser humano e hoje em dia a educação
inclusiva é tema de discussão em diferentes espaços sociais e não se
restringe apenas à escola, mas expande-se na comunidade como um todo.
Hoje, leva- se em conta que o atraso da linguagem que o surdo
experimenta causa danos sociais, emocionais e cognitivos, pois a
linguagem não possui apenas a função do falar, mas também organiza
pensamentos assumindo um papel essencial no desenvolvimento do ser,
conforme Vygotsky. A linguagem, para o autor, é tudo que envolve
significação e está presente no sujeito mesmo quando ele não se comunica
por meio da oralidade (In: GOLDFELD, 2002).
Com
isso, é possível entender que não é apenas a fala o único meio que
possuímos para criar significado, mas toda e qualquer forma que envolve
significado. Portanto, é dessa possibilidade de dar significado ao mundo
que o rodeia que o surdo precisa, e isso não esta condicionado ao
desenvolvimento da linguagem oral, mas a qualquer meio, seja visual,
auditivo ou outro.Não podemos permanecer apáticos com esses
acontecimentos, é preciso que cada um se conscientize da importância da
comunicação entre uma pessoa “normal” com uma pessoa com algum tipo de
deficiência, para que possa ser passado para outros, porque não podemos
dar aquilo que não possuímos, se como pais não podemos inculcar em
nossos filhos valores que não temos, como professores muito menos, não
há possibilidades de servirmos de referencial para nossos alunos se não
cultivarmos em nós parâmetros que dirigem nosso modo de vida.
*Diante do cenário apresentado no curta “enfoque sobre a surdez”,
se faz necessário pensar em como nos incluirmos diante das diferenças
principalmente como professores que tem a função de despertar o aluno
para a dimensão do conhecimento, trabalhando não apenas de forma
inclusiva por inserir os alunos com necessidade especial, mas de
preparar o aluno dito normal para conviver com as diferenças antes mesmo
delas surgirem, “neste quesito dia 23.09.14 tomei conhecimento de um
fato que admirei : uma aluna de 8 anos, ensino fundamental , 3º ano
escola municipal, notificou-me entre outros relatos sobre síndrome de
Touretti, que o que o portador da síndrome mais queria era não incomodar
ninguém por ser estranho, ao assistir em sala o filme “o primeiro aluno
da classe”, que aprendeu alfabeto em libras, escrever o nome dela em
braile, no caderno consta que há várias maneiras de se comunicar”. Essa
professora está instruindo seus alunos a exercer a cidadania plena, de
acordo com a legislação vigente e sem duvida um ato humano digno de ser
modelo para todos seguirem. O filme “Enfoque sobre a surdez” deixou
claro as dificuldades sociais encontradas em todos ambientes e situações
que nos cercam, somente com a inclusão escolar não há como esperar uma
mudança social, não é somente alfabetizando um surdo que estamos dando
condições de cidadão para ele, o desenvolvimento pleno da pessoa
garantido e assegurado na Lei, vai além de ter um surdo alfabetizado,
letrado e incluso em suas atividades escolares. Aplicando o filme a nós
como trabalhadores da área da educação temos um compromisso de elaborar
nossas aulas de forma respeitosa para todos, ou seja envolver os alunos
em uma inclusão que tenha sentido bilateral, estou incluído na vida do
meu amigo, como ele esta na minha, seria um bom lema a seguir como
futuros educadores.
Fabiana Gomes
site relacionado
http://www.jw.org/bzs/publicacoes/
Fabiana & Libras
http://www.jw.org/bzs/publicacoes/
Fabiana & Libras
"Em
2006, o tema surgiu em minha vida como um convite para aprender sinais
fazer trabalho voluntário com surdos, no momento minhas condições não me
possibilitaram o voluntariado. Em 2014 o tema ressurgiu na faculdade
despertando novamente o interesse pela cultura surda contudo de forma
diferente de 2006. Comecei a me voluntariar novamente no
aprendizado dessa área que precisa de incentivos, ainda estou nos
bastidores, procurando me envolver com surdos quando posso sempre com
ajuda de um interprete para compreender o assunto como um todo."
Jaqueline Cervatti & Libras
"Trabalha voluntariamente com surdos há 9 anos, pois assim que recebeu o convite de voluntariado suas condições lhe permitiram e prontamente aceitou, e atua até hoje com o trabalho dominando a comunicação com o surdo."
Fabiana Gomes
04/08/2015